Surama Jurdi

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Desafios do varejo online de moda no Brasil: gestão X faturamento.

Desafios do varejo online de moda no Brasil: gestão X faturamento

by Suram Jurdi
Desafios do varejo online de moda no Brasil: gestão X faturamento

Desafios do varejo online de moda no Brasil: gestão X faturamento

Até o final de 2019, o setor de e-commerce brasileiro deve ultrapassar os R$ 61 bilhões em vendas, segundo levantamento da consultoria Ebit / Nielsen. Grande parte desse faturamento será conduzido pelo segmento de moda, hoje posicionado entre as três categorias que mais vendem online. Se em algum momento do passado a comercialização de itens de moda na Internet era limitada pela desconfiança dos consumidores, hoje essa realidade é outra.

Mas vencer os principais desafios que o segmento apresenta e alcançar uma operação de e-commerce eficiente e rentável — tudo isso, ao mesmo tempo em que se evita os equívocos comuns às empresas que atuam também no varejo físico, com lojas espalhadas por todo o País —, não é tarefa fácil para quem decide percorrer a trajetória para o online.

Líderes do varejo de moda destacam que, para que a escalada do protagonismo e a relevância da transformação digital na vida do consumidor estejam maduras, as iniciativas criadas para oferecer as melhores experiências nos pontos de vendas e as estratégias para aumentar a produtividade de suas equipes são fundamentais. Ou seja, entender o comportamento do consumidor é crucial para que esse processo tenha sucesso.

Conectividade

Cada vez mais orientado para o mobile, o cliente já tem como preferência o consumo (e o pagamento) de itens por meio de smartphones. De acordo com uma pesquisa da WGSN (Worth Global Style Network), consultoria de previsão de tendências, 64% dos varejistas entrevistados afirmam que o pagamento pelo celular é prioridade para o funcionamento de seu negócio. Outra tendência que ganha força é a forma de descoberta de novos produtos e serviços. Os consumidores estão deixando de “ir às compras”, embora nunca deixem de comprar — a conectividade é a palavra de ordem e está em todo lugar. Os influenciadores digitais também são grandes aliados do segmento. Eles trabalham auxiliando tanto na reputação de uma marca em âmbito global como para a conquista de tráfego e de conversão.

Para se ter uma ideia, as operações online já representam um percentual relevante no faturamento total de três grandes varejistas de moda: Grupo Soma, que abriga as marcas A.Brand, Farm, Animale, FYI, Fábula e Foxton; Cia. Hering, com as marcas Hering, Hering Kids, PUC e DZARM; e Grupo Aste, com Allbags, Coach, Diesel, JanSport, Kipling, New Balance, The North Face. Com uma visão completa da gestão de e-commerce e de omnichannel, esses grandes players — e outros casos de sucesso da moda no país — traçaram caminhos consistentes para que as lojas virtuais ganhassem robustez e notoriedade.

No Brasil, o cliente online está maduro e disposto a adquirir, sem receios, produtos que ainda exigem uma certa capacidade de abstração. Imaginar se a blusa “cairá bem” ou se o sapato ficará confortável não interferem mais na tomada de decisão final da compra na Web. No entanto, contar apenas com essa subjetividade não basta para captar, conquistar e fidelizar o consumidor. É preciso oferecer, acima de tudo, uma operação digital de moda eficiente.

Fonte: E-commerce Brasil

Autor: Felipe Dellacqua