Surama Jurdi

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6 questões sobre as quais um líder precisa refletir.

6 questões sobre as quais um líder precisa refletir

by Suram Jurdi
6 questões sobre as quais um líder precisa refletir

A cultura da empresa e o desempenho de um líder são fatores determinantes para o potencial inovador de uma empresa. Entenda

6 questões sobre as quais um líder precisa refletir

Inovação é um tema que, inevitavelmente, envolve o papel da liderança. E ambos são recorrentes também nas empresas. Naturalmente, essas conexão foi debatida no segundo dia do Whow! festival de Inovação.

Mediado por Juliana Feitosa, palestrante, facilitadora e design thinker, o painel A liderança nos novos tempos - O exemplo vale mais do que as regras contou ainda com Eduardo LHotellier, fundador e CEO da GetNinjas, Renata Lorenz, COO do Grupo Zap, Surama Jurdi, presidente da iWE | Incentivo com Propósito, Warney Araújo, diretor de Pessoas da AeC e Victor Cremasco, sócio da Mandalah.

O fato de um líder ser exemplo nas empresas não vai mudar nos próximos dez anos, diz a mediadora. E acredito que a influência, a comunicação, que impulsiona a influência e o exemplo, que sustenta a influência, são pilares da liderança. Propondo uma disrupção, ela sugere começar o painel com uma pergunta.

Como líder, quais valores vocês procuram que sejam mais ressaltados dentro da cultura organizacional de cada empresa? | Eduardo LHotellier, fundador e CEO da GetNinjas

Na empresa em que ele é CEO, o valor de destaque é que toda ideia é válida, independente do cargo do indivíduo que a tem. Esse é um dos nossos valores. É um dos que mais ressaltamos, e é um valor que, como líder, reforço, explica. 

Por que as pessoas querem/deveriam querer trabalhar para você?, pergunta Renata, do Grupo Zap. Como afirma Juliana, é comum que o líder considere que o colaborador quer trabalhar na empresa, não para aquele líder. Porém, os dados mostram que muitas pessoas abandonam suas vagas por causa dos chefes que têm. Logo, a liderança é essencial.

Como anda a sua autoestima?, pergunta Surama Jurdi, da iWE | Incentivo com Propósito. O líder precisa estar engajado em um propósito, precisa ser apaixonado, acreditar no que diz, por isso, precisa ter uma autoestima elevada, diz.

Além disso, ela questiona: O que você prefere? Uma equipe motivada ou uma equipe comprometida?. Na plateia, as respostas se misturaram. Porém, Surama destaca que, para manter a motivação, é preciso envolver as pessoas no projeto. Uma equipe envolvida se compromete, quer que isso aconteça – consequentemente, ela se torna motivada.


Silva, da AeC, destaca que, para amar e liderar, é preciso renunciar. Vi quantos líderes há aqui e sei que não somos perfeitos, afirma. Todos nós, como líderes, precisamos renunciar a algo. Ele destaca como é preciso dar o exemplo. Sempre que tenho uma pessoa nova na minha equipe, faço um contrato psicológico. Penso que todo líder precisa deixar claro seus valores com o liderado, porque, dessa forma, você assume que pode errar.


Todos nós, como líderes, precisamos renunciar a algo

Os compromissos que ele tem firmado com a própria equipe são serei sempre justo, respeitarei você em sua totalidade, não medirei esforços para ser exemplo para você o tempo todo. Nesse sentido, ele afirma que exemplo não é só conduta, é ter respeito, promover, estar próximo mesmo quando a pessoa nem imagina que você está próximo e, sobretudo, ter um vínculo de transparência.

Por fim, Silva questiona

A que você já renunciou e a que ainda precisa renunciar para ser um líder?

Para ele, em todos os momentos em que existir respeito, o líder será um exemplo.

Cremasco, da Mandalah, propõe uma pergunta de autorreflexão. Hoje você foi um líder que orgulharia ou decepcionaria a criança que você foi um dia?. Com isso, provoca os participantes a pensarem em uma perspectiva mais humana.

Lidando com o erro

Isso posto, Juliana questiona como as empresas lidam com os erros no processo de inovação. Renata afirma que, no Grupo Zap, há uma preocupação com a disponibilização de contexto, ou seja, permitem que as pessoas saibam com o que estão lidando.

Em contextos em que o erro custa pouco, é mais fácil lidar com ele – como na tecnologia, diz. Porém, em uma indústria farmacêutica, por exemplo, o erro custa caro. Para garantir conhecimento do contexto, a empresa para por 45 minutos a cada 15 dias para responder as perguntas que são enviadas de forma anônima.

Muitas vezes os líderes também vão errar e é algo que também precisamos lidar, afirma Juliana. Surama concorda e complementa. Precisamos abrir mão da perfeição.

A presidente da iWE | Incentivo com Propósito conta que, na Disney, nada é feito por acaso, tudo tem um propósito. E essa é uma meta que vale buscar. Além disso, ela acredita que todos os aspectos precisam ser resolvidos de forma imediata – caso contrário, uma experiência ruim poderá se repetir.

Ainda sobre a maior referência em experiência – a Disney –, Surama afirma que todos os colaboradores sabem que o foco é criar felicidade. A partir disso, os líderes têm autonomia para fazer o que quiserem. A empresa dá essa autonomia porque sabe que o líder está de acordo como DNA e quais atitudes tomar com essa mentalidade.

Visões sobre a tolerância

Cremasco, por sua vez, retorna à questão do erro e afirma que, para ser tolerante, é preciso que haja confiança na cultura como um todo. O conceito de segurança psicológica, criado por uma professora de Harvard, surgiu a partir de um estudo com equipes de alta e de baixa performance, conta. A pesquisadora ficou curiosa ao perceber que as equipes de alta performance não erravam mais, mas reportavam seus erros sem medos pois tinham segurança psicológica e entendiam que errar é permitido.

Para o CEO da Mandalah, é também importante entender que os erros precisam ser produtivos. Por mais que sejam tolerantes ao erro, as empresas têm uma lição de casa, defende. Ao mesmo tempo, além de pensar na proposta de valor para o cliente final, as empresas precisam pensar na proposta de valor para o colaborador.

Silva, da AeC, diz que o brasileiro tem características únicas. Flexibilidade e hierarquia. A questão de tolerância ao erro tem relação com cultura da empresa. Se um líder tem a cultura de aceitar o erro mas as pessoas acima dele não tem, não funciona. Ou seja, se a companhia toda não permitir o erro, não será possível implantar. Na AeC, ele conta que não há missão e valores, mas princípios inegociáveis.

O mais importante é que assumimos nossos erros, somos honestos o suficiente para isso, afirma. O que a empresa tem trabalhado agora é a comunicação do erro. Ainda temos, no Brasil, medo de errar, diz. Porém, é inviável inovar sem errar.

LHotellier conta que a empresa mudou as formas de pagamento muitas vezes, ou seja, houve erros nesse processo. Nós admitimos o erro, mas, somos aficionados por tentar diminuir isso, revela. Então, fazem testes com uma pequena parte da base, calculam o custo do erro, mas não apontam um culpado para isso.

Fotos: Rafael Canuto
Fonte: Whow!
Autor: Melissa Lulio

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